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sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Enfim, um fim.
Uma das novelas mais chatas dos últimos anos teve, enfim, seu término - e não estamos falando de 'Avenida Brasil'. Na tarde desta quinta-feira, São Paulo e Santos finalmente chegaram à um acordo e definiram que o meia Paulo Henrique Ganso vai defender as cores do tricolor. O valor? Nem foi tão alto, 9,1 mi de euros (cerca de 23,9 milhões de reais). Pouco para um jogador que já foi nossa esperança para ser o grande camisa 10 da seleção. Agora, vamos por partes, tentar entender cada lado da moeda desta grande transação nacional.
Para o Santos, a venda de Ganso teve seu lado positivo mas, também, seu lado negativo. Do ponto de vista financeiro e interno, foi um ótimo negócio para a equipe da baixada santista, que espanta (ou não) as crises internas e ainda desembolsa uma boa quantia em dinheiro para os cofres do clube. Do ponto de vista técnico não se pode dizer a mesma coisa. O Santos perde uma jóia, dotada de uma técnica e de uma habilidade acima do normal. Porém, é de se entender a decisão santista. O jogador já não tinha uma sequência de jogos há muito tempo, causava pôlemica voluntariamente e involuntariamente, e pouco se esforçava para permanecer no clube praiano.
Já o São Paulo foi corajoso. Pode-se dizer que fez um contrato de risco. E sim, é verdade, é um contrato de risco. Quem garante que o meia irá retribuir em campo o esforço da diretoria são paulina para contratá-lo? Vale lembrar que esta é a maior compra da história por um clube brasileiro. Se ele retribuir é bom, na verdade, é ótimo, o São Paulo ganha mais um reforço para um time recheado de ótimos jogadores. Se não der certo, restará ao São Paulo esperar um comprador, coisa que alguns meses atrás era fácil, porém, com o tempo, fica difícil de pensar em um clube que queira arriscar comprar um jogador tão imprevisível e tão fraco fisicamente como Ganso.
Mas, sem dúvida alguma, quem mais saiu ganhando com a transferência foi o próprio Paulo Henrique Ganso. O meia estará um clube que possui uma estrutura parelha à do Santos, e ainda terá como benefício um ambiente totalmente diferente ao ambiente santista. O próprio jogador já demonstrava interesse em jogar pelo tricolor, e, com certeza, ficou muito feliz, não só com a transferência mas também com o fim desta novela, que já deveria estar irritante até pra ele. Resta á ele se esforçar muito, tanto nos treinos como nos jogos, para ver se consegue recuperar sua forma física ideal, retornar à seleção brasileira, e voltar, enfim, à ser cobiçado pelos grandes clubes do mundo. Se cuida, Ganso!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
São Paulo vira, mas permite empate do Bragantino
O São Paulo começou comandando a partida, mas o foi o Comercial que marcou logo no começo do jogo. Logo aos 8 minutos, Após escanteio cobrado, o goleiro Denis e o zagueiro Edson Silva bateram cabeça, a bola passou, e Giancarlo, livre na pequena área, mandou para o gol. Aos 24 minutos, Romarinho cruzou, a bola atravessou a área, e Fernando Gabriel mandou pro gol. Três minutos depois, Jadson cobrando pênalti, diminuiu. Aos 35, Fernandinho fez boa jogada, e cruzou rasteiro para Cícero empatar.
Na segunda etapa, aos 14 minutos, Cícero mandou uma bomba de fora da área, e virou o jogo pro Tricolor. Um minutinho depois, Romarinho tornou a deixar tudo igual em Bragança Paulista. O São Paulo tentou, mas não impediu o frustrante empate.
O São Paulo volta a campo agora no próximo domingo, às 16 horas, para o clássico contra o Palmeiras pela 10ª rodada, no estádio Eduardo Farah, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Já o Bragantino encara o Catanduvense no mesmo dia, às 18h30, no Silvio Salles, em Catanduva.
FICHA TÉCNICA:
Local - Estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP).
Árbitro - Guilherme Ceretta de Lima.
Gols - Giancarlo (BRA), aos 8; Fernando Gabriel (BRA), aos 24; Jadson (SPO), aos 27; Cícero (SPO), aos 35 minutos do primeiro tempo. Cícero (SPO), aos 14; Romarinho (BRA), aos 15 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos - Giancarlo, Rafael, Júnior Lopes, Jadson, Denilson, Cambará, Diego Paulista.
BRAGANTINO - Rafael; Júnior Lopes (Patrick), André Astorga e Luis Henrique; Victor Ferraz, Fernando Gabriel (Diego Paulista), Serginho, Cambará, Léo Jaime; Giancarlo e Romarinho (Wellington). Técnico: Marcelo Veiga.
SÃO PAULO - Denis; Piris, Rhodolfo, Edson Silva e Cortez; Fabrício (Casemiro), Denilson, Lucas e Jadson (Maicon); Fernandinho (Osvaldo) e Cícero. Técnico: Emerson Leão.
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